Mentoras

ISABEL BAGGIO

Palavras como aprendizado, planejamento e relacionamento são essenciais no vocabulário da empresária Isabel Baggio. Mas não apenas no vocabulário, elas fazem parte da vida da empreendedora que está à frente do Jornal Correio Lageano e do Banco da Família, um a empresa da família e a outra um empreendimento social que mudou a vida de muitas famílias através do microcrédito.  Isabel é daquelas pessoas que enxerga as oportunidade de longe. Vocação empreendedora ou tino para os negócios, chame como quiser, mas é essa veia que move a empresária. Além dos negócios, Isabel atua no associativismo com uma vontade e uma dedicação que enchem os olhos. Ela foi fundadora do Conselho Estadual da Mulher Empresária de Santa Catarina (Ceme), o organismo representativo das mulheres dentro da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). Também foi presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil) e esteve ou está em muitas outras organizações. Ela também foi candidata a presidente da Facisc.

Ufa! Só de ler a história desta empresária a gente pensa! “Como ela dá conta?”. E a resposta vem da própria Isabel: “planejamento”. O dia para ela parece ter mais horas que para as outras pessoas, mas ela garante que é apenas fruto de muita organização e de foco no que realmente é importante.

Correio Lageano

Isabel está à frente do Correio Lageano, um empresa de quase 80 anos e mais de 17 mil edições publicadas. É o maior veículo de comunicação da Serra Catarinense, uma marca sólida, sinônimo de credibilidade e confiabilidade, seja junto dos leitores ou internautas. Foi por conta do Jornal que começou a atuar no associativismo. Foi a empresa que a impulsionou a participar da associação empresarial, e consequentemente evoluir no movimento.

Associativismo

Isabel foi a fundadora do movimento associativista feminino em Santa Catarina com a criação do Conselho Estadual da Mulher Empresária (Ceme). Também concorreu à presidência da Facisc e perdeu as eleições e considera este um dos grandes aprendizados que teve ao longo da vida. Foi nesta época que Isabel valorizou ainda mais o planejamento. Ela acredita que foi também nesta época que aprendeu a analisar os riscos e consequências das suas atitudes. E sentiu na pele o que é ser desfavorecida por ser mulher e que o apoio que tinha não se traduziu em votos. Mas como boa como empreendedora fez do limão uma limonada  e aprendeu que para fazer diferença no mundo do poder você tem que ter poder. Que para avançar é preciso fazer parte do mundo masculino, fazer a diferença e conhecer a diferença porque há macetes masculinos que as mulheres não têm. Ela também aprendeu que existe um jogo político que as pessoas veem e um antes disso. “Tive que me remodelar”.

Banco da Família

Foi através do associativismo que Isabel teve a oportunidade de conhecer em missões à Itália e Alemanha o modelo do Banco da Família e ver que a união de uma cidade empreendedora, a crédito e educação poderia ser a solução para muitos dos problemas econômicos que Lages enfrentava na época. Desta iniciativa nasceu o Banco da Mulher, que mais tarde se tornou o Banco da Família.

A preocupação em atender o público feminino é uma característica do microcrédito e, por consequência, do Banco da Família. Há duas décadas fomentando o empreendedorismo em cidades de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a organização é liderada por Isabel,  que aceitou o desafio de oferecer alternativa de crédito aos pequenos negócios, formais e informais, de forma simplificada e eficiente. A empresária está junto à instituição desde a criação e, atualmente, preside o Conselho de Administração.  

O Banco da Família é a maior operação de microcrédito do Sul do país. Em menos de 20 anos concedeu cerca de R$ 500 milhões de crédito, impulsionando os negócios de mais de 250 mil empreendedores, em 70 municípios.  A maioria deles de mulheres.

Foi a partir das demandas desse público que a organização criou grande parte dos seus produtos, não apenas os destinados ao negócio, mas também à construção ou reforma da casa, saneamento e até formatura ou festa de casamento.

O Banco da Família nasceu como Banco da Mulher e sempre buscou promover a melhoria da qualidade de vida, atuando em microfinanças como agente de transformação social. A instituição sempre foi a grande fomentadora do empreendedorismo feminino. Muitos dos clientes se descobriram empreendedores por necessidade e viram aí uma grande oportunidade de mudança. Mais uma peculiaridade da organização é o fato de o quadro pessoal ser formado na sua maioria por mulheres. De cerca de 150 funcionários, a maioria é do sexo feminino. O Banco já emprestou desde a sua abertura mais de R$ 500 milhões de reais.

Temas a serem abordados:

Importância da Rede de Contatos

Rede Social: Virtual ou Real?

Aprendizado contínuo, referências, desafios e pessoas

Erros e Acertos: o que aprendeu na sua trajetória

Caminhada no associativismo: aprender com a exposição, liderar pelo exemplo, aprender a observar, importância da parceria,

Dicas para mulheres: aprendam a fazer negócios, tenham coragem de falar, não se deixem levar por antigos costumes de falar de amenidades quando é necessário aproveitar oportunidades. Ela trabalha isso sempre nela mesma.

LIDERANÇA INSTITUCIONAL

Encontro dia às 19:00